terça-feira, 14 de abril de 2009

Magoas

Menti quando disse que não tinha importância
Quando fiz que esqueci e não toquei mais no assunto
Menti para mim, mais do que para você
E hoje percebi que a dor continua aqui
Sempre acreditei que fosse capaz de dar a volta por cima e perdoar
Mas as lembranças que pensei ter deixado para trás
Vieram cobrar sua conta
Hoje eu vi que apesar do silêncio e de parecer que sou boa
Dentro de mim existe um arquivo morto
De momentos tristes
De repente me dei conta de que guardo magoas
Acreditei que fosse capaz de passar por cima e me libertar
Mas elas estão aqui em algúm lugar
Ficaram sem permissão
E não sei como expulsá-las
São marcas antigas ferida que dói ao se mostrar
Talvez sejam elas que de uns tempos para cá
Fazem doer o meu corpo
Ora aqui, ora ali
Já não posso conter o que ficou represado
Preciso deixar a dor falar
Da tristeza que você me fez passar
Estão aqui no meu corpo a gritar
E não sou tão boa quanto gostaria para perdoar
Que Deus me ajude
Para que eu possa me ajudar
Lamento descobrir que é assim
Mas agora devo encarar
Você deixou marcas em mim
E não sei se vou conseguir me livrar
Há um abismo em mim
E tenho medo de mergulhar
No fundo escuro da minha dor
E não saber voltar...

Quem sou eu

Minha foto

Nasci e cresci em São Paulo, morei em SBC, SMP, Osasco, Barra Funda e Vila Madalena. Estudei no Heckel Tavares, Architiclino Santos e na FIAM. Trabalhei na AMESP, ITD Trasnportes, Masul S/A, Editora Azul, Prodomo, ECT, Ogilvy & Mather, Ipê Clube, SGS do Brasil, Envolverde e Galáxia Projetos de Comunicação.