segunda-feira, 28 de abril de 2008

Amor que tudo pode

Hoje eu quero a luz e o calor dos seus olhos
Quero a flor da sua alma
E o perfume da suas mãos
Hoje quero esquecer o que sofri
E apenas livre me descobrir
Hoje quero seu abraço mais apertado
E seu beijo mais demorado
Quero ouvir seus risos
E te sentir feliz
Hoje só quero o presente
O momento perfeito
O brinquedo esquecido
Aquele programa preferido
Hoje quero lembrar
Porque caminhamos até aqui
E guardar essa lembrança
No baú dos tesouros
Onde nenhuma pequeneza possa alcançar
Hoje quero ser e estar
Inteira e plena
Nesse amor
Quero o futuro dos meus sonhos
E continuar
Sem medo
Com todo o tempo
Com tudo.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Caleidoscópio

Quem vai domar os dragões dentro de mim?
Quem pode conter o vulcão em erupção no meu coração?
E as cascatas dos meus desejos
Será que há ondas maiores que meus pensamentos
Quem deterá o curso dos meus sonhos?
Qual gigante se atreverá a invadir meu território?
E quem tem as respostas?
Quem assombrará o futuro?
E o que deixaremos no passado?
Quem vai acordar o presente?
Quem vai enfeitar o amor?
Quem ressucitará a dúvida?
Cada qual com sua paga
A cada um segundo sua obra
A roda é vc quem faz girar
O que vem por ai?

Quando o fim é o começo

Chega de lutar
Só tenho lágrimas para chorar
Agora quero a paz dentro de mim
Sozinha sim, solitária nunca
Apenas quero ser
Ainda que sem títulos
Sem cargos ou poder
Quero ser minha própria luz
E seguir adiante
Confiante que minha parte eu fiz
Não posso mudar o mundo
Tão pouco você
Mas posso mudar o rumo
Da dor que quer me surpreender
Posso partir agora
Escolher minhas próprias estradas
O que quero é isso aqui
Deixar meu legado
Emoções que sou capaz de traduzir
Sentimentos que entrego
A todo coração disposto
A toda gente contente
Que queira verdadeiramente sorrir
Sorrir de si mesmo
Sorrir de alegria
Sorrir de ver
Enxergar a beleza da vida
A grandeza do amor
A sutileza da união
Ouvir
Mais que palavras a emoção
Mais que a música a alma
Tocar
Mais pra sentir do que ser sentido
Mais pra confortar que agredir
Apenas ser
Completo e sereno
Pleno
Sem medo, sem culpa
Vivo e sábio.

Perguntas

O que te faz feliz?
Do que você precisa para ser feliz?
De quanto?
De que situações?
De que pessoas?
De que emoções?
Quais sensações?
Por quanto tempo?
Porque?
Qual é o seu termômetro de felicidade?
Qual a idade de ser feliz?
Em que lugar ela está?
Ela depende de quem?
O que você faz para alcança-la?
Até onde o julgamento dos outros interfere na sua capacidade de ser feliz?
Porque você permite?
Apoiado em quais crenças você busca essa felicidade?
Se você não a encontra...
Porque continua procurando?
Para que?
Por quem?

terça-feira, 22 de abril de 2008

Convite

Esse seu olhar
De dizer sem falar
Eu entendo você sabe
Porque usamos o mesmo código
Uma única mensagem
O nosso arranjar
De saídas e entradas
De querer começar
E o medo que delata
Nossos sonhos, talvez desmoronar
Esse seu olhar
De me querer e se apaixonar
Talvez nos custe magoa ou quem sabe magoar
E o meu olhar a ti buscar
Pra no silêncio tentar falar
Dos medos que meu coração
Ainda não cansou de sonhar
Os meus olhos dizem tudo
De toda alegria e toda dor
Do que espero e do que vou dar
Meu olhar é segurança
Do que se pode arriscar
E dor ou amor
Só depende de você

Nós

Mundo encantado
Onde te encontro
Roupas jogadas
Corpos no colchão
Sentada ao seu lado
Te ouço canção
No ritmo das suas mãos
Vibra emoção
Das coisas já vividas
Lágrimas que rolam soltas
Sua aura reluz na penumbra
E vibra feito acorde no silêncio desse universo
Vejo seu corpo, vejo você
Sinto minha emoção misturada a sua
Num momento único
De extase e plenitude
Sua voz, sua música
Sua vontade, suas ângustias
Meu mundo e o seu
Tornam-se um.

Falta de vc

Alma desespera
Recolhe-se e explode
Num pavor profundo
Tem saudades, de você

Dos seus lábios gosto de pecado
Que meus desejos mais humanos
Não cansam de querer

E a lembrança do seus olhos
Arrebatam meu viver
A estados imaginários de puro ser

Você
Que tem cheiro de selva
Calor de vulcão
Desperta meu coração

Essa saudade corrói
Me sufoca
E me atira em seus braços
Já quase morta

Para no seu beijo renascer.

Eu

Foi no pântano dos meus medos
Que enterrei meus segredos
Tão bem guardados, mergulhados no lodo
E me esqueci daquela parte de mim...
Que procurava, quando ali acabou mergulhada
E no bosque coberto com folhas vermelhas de outono
Enterrei minha alma
Debaixo de alguma grande árvore
Quem sabe ela brota?
Me plantei na Terra tentando virar semente
Me joguei dos montes para criar asas
Andei solitário pela noite tentando ser estrela
E na areia da praia me deitei, pra ver se virava onda
Tentei me lembrar quem eu era
E descobri que nada era
Apenas a vontade de ser
Tudo e nada
E estar e viver

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Alma

Toda guerra começa no coração amargo, e quando muitos corações assim entram em sintonia acontece um grande eco, que desperta forças poderosas dentro do ser, infelizmente motivadas pelo o que há de menor. São corações doloridos âncorados na má-água que alimentam-se de vingança vestida de justiça. O apego egoísta e o orgulho ferido tornam esses corações suscetíveis, aliados a mentes fracas e ignorantes o ser é tomado por ângustia e desejos que ele tenta a qualquer preço satisfazer. Nesse estágio o coração atormentado engana-se tentando parar o sofrimento, mas busca cada vez mais dor, mais medo, mais sofrimento. Debate-se e tenta sobreviver até sucumbir totalmente. O corpo morre e é tomado de volta pela terra, mas a alma livre e presa ao mesmo tempo, vaga...
Procura sua paz perdida, tenta entender o abandono e a cólera que ainda permanecem em si. O assombro por descobrir-se viva junta-se a tantas outras emoções e dilemas que tonta e frustrada a arrebatam para o nada. Ela chora uma dor sem palavras, chora uma vida perdida e uma alma escrava... Chora por não saber o que fazer, nem a quem recorrer.
Prostrada, de joelhos ela ora e implora a qualquer força invisível que a tome pela mão e a tire de si mesma, onde mergulhada, totalmente afogada debate-se sem morrer...
De repetente uma luz, um clarão, um raio corta a escuridão e lhe alcança, lhe acaricia, lhe toma pela mão. Ela sente-se leve como uma pluma e começa a flutuar na imensidão, uma sensação calma e tranquilizante, um amor sem precedentes toma seu coração, as lágrimas brotam livres de seu coração e a medida que sente, que chora vai ficando mais leve, mais claro, mais colorido, ela então é tomada por uma grande vontade de perdão. O perdão que a lava e a purifica, que a liberta e que a transforma num outro clarão. Agora ela é luz e perdão. Está pronta para a grande viagem, ela tem asas e tem amor transbordando do coração.

domingo, 20 de abril de 2008

Descobri você

Acordei correnteza que segue pelo rio da paixão
Arrastando comigo, as dores do meu coração
Me vi lava escorrendo do vulcão dos meus desejos
No mar das descobertas, na imensidão dos meus receios
Virei onda que quebra na praia dos seus segredos
E areia que segura seus passos cheios de medo no chão
E nuvens penduradas no céu da sua solidão
Embalada nas estrelas do seu toque
Sonhei sufocada pelo seu beijo
Que era deusa no país chamado felicidade
Já não importa se real ou imaginário
Apenas o pulsar dentro do meu peito
A música ritimada do meu amor perfeito
Nessa hora só o seu olhar cheio de luz a me dizer
Você é o paraíso, dona do meu riso...
Só importa rir sozinha na frente do espelho
Dançar no silêncio te envolver inteiro
Agora só vontade e a coragem
De seguir pela selva dos meus medos
De buscar seu amor de qualquer jeito
Apenas me prostrar diante do gigante
Que se ergue em meu peito
Que me arrebata a lucidez
Que me pondo louca e livre
Me encanta e me atira
Vida a fora, numa jornada sem rumo
Diante das possibilidades...
E até quem sabe?!
Da dor maior, do abandono
Eu me entrego sem armas
Me entrego nua, apenas sua
Apenas amo.

sábado, 19 de abril de 2008

Vem

Vem amor!
Meu coração aos saltos
Receber meu abraço
Meu beijo molhado

Vem amor!
Encontrar os meus olhos
Jogar a saudade pela janela
Receber os carinhos guardados...

Vem amor!
Libertar o desejo e deixar arder no lençol
Os nossos segredos, sussurrar agarrado
Pular na cama e acabar extasiado, largado


Vem amor!
Aquecer o inverno
Com paixão, chocolate quente e pipoca
Fixar sua marca na minha boca


Vem agora!

Sem demora pegar o que é seu
Porque só vc tem a chave
Pra fazer acontecer.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Pedaços de mim

Meus passos marcados no chão
Não adianta limpar é pra toda vida
São passos de fogo
Pedaços de mim
De um lado e de outro foram ficando assim...
As vezes rasos de chinelos
Outras fundos de salto alto
Pedaços de mim
No chão, no colchão, na cozinha
Na janela embaçada, na parede pintada
Pedaços de mim
Nas coisas fora de lugar
Nos livros que eu ainda vou estudar
Na televisão desligada
Na caneta largada
Pedaços de mim
Na tela do computador
No blog, na rede
Pedaços de mim
Colados, marcados no chão

FIM

Você me perdeu um pouquinho a cada não
A cada justa razão, para deixar de fazer o que era certo
Perdeu a noção do que motivou seus passos
Vestiu seu medo de nobreza
E selou nossa vida pelo julgamento dos outros
Você se escondeu, me escondeu
E mentiu para você mesmo,
E disse: foi para o seu bem
Me perdeu para cada atitude de covarde coragem,
Onde agiu movido única e exclusiva por sua verdade
Não dar respostas... Para cada detalhe
Onde para mim não tinha espaço
Perdeu a oportunidade de mostrar que eu errava
E provou o contrário nas decisões
Sempre tomadas na hora errada
Agora realmente não resta nada
Qual é o homem que vive sem ilusões?
Sem sonhos? Sem planos?
Qual é o valor do amor condicional?

Silêncio na alma

Já não há o que dizer ou fazer
Tudo está sem sentido, meio perdido
No tempo que antes curava, agora machuca
Não dá pra resgatar o que podia ter sido
Nem buscar o começo do fim
Agora não faz diferença, a situação é essa
Por mais que se tente a vida não mente
A dor não se apaga, não se vende
Agora só resta o adeus digno
Um beijo e um abraço amigo
Só fica a certeza daquilo que se deu
Do que foi dito e vivido
Se foi dor, amor ou nada
Cada parte que fique com o seu
E deixe na estrada aquilo que já morreu

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Verdade

Hoje te vi tão pequeno...
Indefeso, diante da vida
E seu espelho sem a imagem que vc tinha
Hoje te vi tão puro
E tão perdido...
Com medo!
Sem saber ao certo quem vc é
Até ontem, vc acreditava no que via
Mas o espelho desmanchou-se junto com as ilusões
Só restou esse vc que vc não conhecia
Preciso te dizer:
Eu já via, esse estranho dentro de vc
Não tema, eu estou aqui
Sempre te vi e permaneci...
Porque meu amor sempre foi
Essa luz que te ilumina.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Marcas

Você marcou minha alma com fogo
E no baú das lembranças deixou muitos retalhos
Pedaços de vários tamanhos
Pequenos alegres e coloridos
Outros grandes e doloridos
Você quebrou o encanto do resto de sonho que sobrava
Como um espelho velho em cacos
Sua imagem desfez-se no chão, sem vida, sem nada
No ínicio você era sedução, palavras cultas escondiam seu coração
Mas sua imagem ruíu...
Perdeu-se na intolerância e no egoísmo
Foi engolida pela vaidade
E a necessidade contínua de provar
Para todos, para tudo...
Talvez para você mesmo
Uma falsa verdade
De uma falsa virtude
De uma ignorante vontade
De um gesto miúdo
As marcas ficarão, porque são atemporais
Mas a vida continua...
E tenho certeza será
Maravilhosa!

A noite

Uma noite, um sonho
Uma brisa, um beijo
No vento o abraço
Na chuva o toque
Te espero sem pressa
Saudade cresce
Lembranças...
Seus olhos o portal
Sua boca o sagrado
O silêncio é ritual
Você me chama
Meu coração aos saltos
Você me ama
Meu peito arde
O dia amanhece
O véu desce...
A imagem desaparece
Como fumaça dispersa
Outro dia acontece.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Equilíbrio

Deviamos ser iniciados a esse "estado" desde o nascimento, do começo até o fim da passagem terrena, aprender a viver de forma integral e natural.
Quando escrevo integral e natural me refiro ao ser em sua plenitude, descobrindo e aprimorando todas as suas capacidades mentais, físicas e espirituais. Essas três colunas deveriam ser trabalhadas simultâneamente desde sempre... Isso tornaria os seres humanos mais felizes e sábios. As sociedades aprimoraram as técnicas de treinamento e condicionamento do ser para que esse pudesse viver dentro delas. Mas descuidou dos outros aspectos também importantes para o crescimento harmonioso desse mesmo ser.
Dessa forma cada um por si e conforme sua necessidade maior ou menor, tenta buscar de alguma forma esse aprendizado, por meio dos grupos de estudos, religiosos ou filosoficos, etc.
Evoluir de forma integral deveria ser a meta do conjunto social, assim como as empresas que precisam de todos os setores trabalhando em sinergia para que o resultado seja o objetivo alcançado, o ser humano precisa estar em harmonia com todas as suas partes (densa ou física, concreta ou mental e abstrata ou espiritual).
O ser precisa dessa evolução integral para ser feliz e sábio e para poder compartilhar seu tesouro pessoal com a sociedade onde está inserido. Quando conseguirmos compor leis, normas e regras que considerem todos esses aspectos importantes e haja uma real preocupação e esforço no sentido de trabalhar todos eles simultânea e equilibradamente, com certeza estaremos a um passo da nova civilidade. Não há sentido na materialidade pura, nem mesmo na espiritualidade somente. O equilíbrio físico depende do equilíbrio de todos os aspectos do ser que podem parecer antagônicos, mas são complementares.
É urgente rever nossas crenças sobre a real importância desses aspectos, para que eles não fiquem restritos a pequenos grupos de pessoas ou mesmo seja trabalhado de forma parcial. As verdadeiras mudanças só serão percebidas, sentidas quando formos capazes de realizarmos nossa missão primordial, que é sermos inteiros.
E trabalhar essa integralidade é tarefa para uma vida inteira, não pode estar restrita a alguns anos de nossas vidas.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Qual o propósito das tragédias?

Vc já reparou o que acontece nos momentos de tragédia?
Já se deu conta de como as barreiras sociais desaparecem diante delas?
Prestou atenção no quanto vc é capaz de preocupar-se com seu semelhante quando está na mesma situação que a dele?
Notou como vc é capaz de grandes gestos de solidariedade e real interesse quando a dor do outro é a sua dor também?
E como vc é capaz de desfazer-se de suas incapacidades diante do sofrimento?
Será que se conseguissemos viver assim o tempo todo seriam necessárias as tragédias, para despertar nossas virtudes e nossa capacidade de interesse pelo semelhante?
Será que deviamos nos concentrar em estarmos despertos, conscientes e presentes o tempo todo, para evitarmos as tragédias?
Será que esse dia-a-dia alienado, anestesiado não contribuí para elas?
Porque temos tanta dificuldade e precisamos de tantas regras para vivermos em sociedade?
Porque todas essas coisas não nos torna mais humanos e solidários?
Porque nos fechamos em nossos interiores e desprezamos os nossos semelhantes?
Falo dos semelhantes distantes, apesar de ver muitas vezes que somos capazes de ser indiferentes aos nossos semelhantes consangüíneos.
De que nos defendemos?
Exatamente...
Aonde começa a violência?
Onde está o real abandono?
E a generosidade começa onde mesmo?
Porque permitimos sob a "fachada" do respeito a cultura alheia, que se cometam crimes contra a humanidade?
Porque toleramos os ditadores?
Porque permitimos a exploração?
O abuso de poder?
A corrupção?
Porque julgamos os outros sem olhar nossas culpas?
Porque não abrimos nossos corações?
Porque????

terça-feira, 8 de abril de 2008

Luz do Sol

Amanheço ensolarado e quente
Caminho luz pelo passeio divergente
Aqueço a sombra da sua alma
E sigo pelo dia morno, sem calma

Meio-dia sou resplandescente no alto
Mas desço solitário no crepúsculo da tarde
A noite vem me buscar
Dama de negro com olhos de estrelas


Agora escondido atrás do horizonte
Novo passeio vou encontrar
No giro completo da bola azul
Seus olhos ficaram em outro lugar

Passa tempo, gira bola
Me traga de volta o lado de lá
E assim vivo meus dias
Sempre... sempre seus olhos a iluminar.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Social desordem

Ando ângustiada, cismada
Essa gente desse mundo
Vive tantos absurdos
Falta amor, falta ética
A política virou a casaca
A psicologia explica o defeito da máquina
As leis enfeitam os livros
O poder corrompe
O dinheiro subverte
A miséria enfeita as cidades
O luxo disfarça a indiferença
Ninguém quer saber de ninguém
Cada um com seus conflitos
Cada qual com seu papel
Solidariedade????
O que é isso?
Consciência????
O que é isso?
E a rotina engana a mente
Que pensa que vive descente
Mas a ordem é desordem
As regras sociais amputam os seres
As obrigações sufocam as emoções
As responsabilidades adormecem os corações
Quem vai reestabelecer a luz?
Quem vai parar a engrenagem, para começar de novo?
Quem vive a margem?
Já é tempo de acordar
Já é hora de fazer acontecer
Um novo mundo, uma nova sociedade
Vamos juntos construir

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Preciso

Preciso com pressa dizer
Dos sentimentos que estão a crescer
E muitaz vezes me fazem sofrer
Preciso de forma insistente
Não deixar pra depois
Nem permitir o vazio de logo após...
Preciso da sua presença
Ainda que de vc só me reste a indiferença
Preciso mesma que seja ilusão
Sobreviver enganada
Do que caminhar solitária
Sem seu fantasma
Preciso das palavras
Ainda que vazias
Preciso de forças
Para me âncorar
Preciso deixar passar
Sem pensar.

Espelho

No espelho você me sorri
Aonde foi que o tempo te marcou?
Ontem menina, agora mulher
No coração e na alma já passou
O espelho não tem lembranças
Apenas a imagem refletida
Daquela que sempre esteve ali
Camaleoa, de cara lavada, pintada
De cabelos longos e crespos
As vezes morena outras loura, branca ou bronzeada
De asas a mostra ou guardadas...
No reflexo vi lágrimas nos olhos
Mas enfim... espelhou sou para refletir
Você me olha e sempre sorri
Mesmo quando te dói
Quando a saudade corrói
Saudades daqui
Então te deixo quietinha
Porque sei que vai passar...
E logo você desperta e acordada
Vai sorrir.

Dúvida

O que te faz sofrer é a dúvida
É estar entre uma coisa e outra
Sem saber para que lado ir
A dúvida que te suscita o medo
Impulsiona sua imaginação
E cria monstros que te mantém refén
Na dúvida alimenta o desespero
Oculta tuas fraquezas
Dela se torna subserviente e mente
Pro seu coração
É a dúvida que te rouba a felicidade
E enclausura a tua vontade
Te paralisa
A dúvida parece que te protege
Mas ela te engana e te escraviza
Liberta-te agora.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Reflexão sobre a família

Família... há quem acredite que não se escolhe, mas quem acredita em sintonía há de convir, os semelhantes se atraem... Existem os casos de pessoas muito diferentes num mesmo núcleo, só uma missão explica essa inusitada reunião. Família é o tipo de empresa onde não cabe negociação, você é o que é e todos são o que são. Aprendemos com a família a usar máscaras sociais, mas a família sempre nos vê nus. É na família que entregamos o melhor ou pior de nós e expurgamos ou expiamos nossos pequenos ou grandes pecados. Na família também desenvolvemos nossos valores e vícios, pelo exemplo, osmose ou prática. Dentro da família aprendemos ou esquecemos que estamos aqui para sermos melhores. A ética e a moral são aprendizados externos mas sempre vão começar pela família, pelo que enxergamos nas pessoas que admiramos ou repugnamos. Infelizmente nem sempre as ligações familiares são de amor e respeito. Por isso acredito que o bem e o mal do mundo tem sua origem na família. Investiguem as famílias e saberão se serão homens de bem, de valor que herdarão as instituições sociais.Por isso cabe a cada um, pelo menos ao que tiver mais consciência, mais desprendimento e vontade fazer por si mesmo o melhor, buscar a evolução, a iluminação para o bem maior.

Milene Gonçalves.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Quero

Quero sem medo
Esse gigante em meu peito
Desse seu jeito
Correndo atrás do seu beijo
Quero a amor em avalanches
E a paixão de gangorra
O desejo a me tomar pela mão
Pra juntos descermos a montanha russa
Quero seu abraço
Aquele que sufoca
E o seu olhar
Aquele que ascende
Quero seu sorriso
Aquele que espanta
A dor, o medo e a saudade
Quero vc por inteiro
Mesmo que distante
Quero o regresso
O encontro
O amor aventureiro
Quero, quero tudo
E mais...
Quero vc.

Foi

Promessas...
Cartas não escritas
Histórias não vividas
Risos não ouvidos
Abraços Perdidos
Espera...
Palavras soltas ao vento
Mundos distantes
Ficção
Solidão
Já não temo
Nem espero
Seus olhos longínquos
Olhando através de mim
Coisas ocas
Imagens, transparências
Realidades passadas
E não lhe perco
Porque nunca o tive.

Palavras

Palavras são palavras
Sons emitidos às vezes sem emoção
Palavras podem ser ditas sem razão
Palavras que roubam a paz
Palavras são palavras
Se não entoadas com amor
Sem entendimento não devem ser pronunciadas
Palavras são mágicas
Exigem respeito
Tempo, sabedoria
Devem ser ditas com certeza
Pra não magoar
Não calar
E não mudar o rumo certo das coisas
Palavras são ferramentas
Instrumentos musicais
Elemento sobrenatural
Palavras...

Vem

Nada Consola
O fogo nada consome
A luz nada ilumina
A força nada descontrola
Grito!!!!
Mas a voz é muda
E a dor inunda
O ser...
Humano, pequeno
O espírito chega de longe
Em conflito
Preciso!!!
De você
Ligado na corrente
Da vida, da alegria
Da abundância, tolerância
Agora
Sem demora
Vem

Cai

Cai...
É um descer em pencas
Frutas ao chão
Cai chuva
Cai gente
Cai semente na terra
Cai balão
Cai sorvete na mão
Chocolate na roupa
Cai cabelo
Cai vida
Sem coração
Cai, cai...
Cai comprido alcançando o chão
Cai vai caindo
Sem direção
Cai sempre
Mesmo com cuidado
Cai de repente
Cai na minha frente
Cai de mau-jeito
Cai sem posição
Cai, cai...

Quem sou eu

Minha foto

Nasci e cresci em São Paulo, morei em SBC, SMP, Osasco, Barra Funda e Vila Madalena. Estudei no Heckel Tavares, Architiclino Santos e na FIAM. Trabalhei na AMESP, ITD Trasnportes, Masul S/A, Editora Azul, Prodomo, ECT, Ogilvy & Mather, Ipê Clube, SGS do Brasil, Envolverde e Galáxia Projetos de Comunicação.