quarta-feira, 18 de junho de 2008

Poucas linhas

Tenho estado distante...
Meio lá, meio cá
Com a mente vazia
Com o coração batendo ritimado e tranquilo
Absorvida pelo dia-a-dia
Meio esquecida de mim
Mergulhada na vida que atropela
Nas preocupações que constróem as rotinas
Por isso meio sem poesia
Poucas linhas
Poucos verbos
Mas passei pra deixar esse aviso
Acho que meu espírito está voltando
Daqui a pouco, quando ele chegar
Volto aqui pra deixar os versos
Com o que ele vai me presentear.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Fragmentos - O olhar da cidade

É a janela...
Lá fora a vida passa...
Passa tempo, passa dor, passa tudo
Aqui dentro passa você, passo eu, passam eles...
E a rua mostra o caminho, a parada do ônibus, a estação de metrô
E a praça, tem bancos e árvores, pássaros e velhos
É o trânsito vai e vem de carros, de gente, de barulho
E a cidade sufocada anônima e calada, olha curiosa a tubulação de gás
Os caminhos dos canos, o rio poluído, o cinza que pinta o céu
E o dia esquece que a noite chega que o trabalho termina para uns e começa para outros
As pessoas hipnotizadas pelo dia-a-dia repetem automatizadas as rotinas...
Estações mudam a cara da cidade e o colorido das ruas
Alguns morrem de frio, enquanto outros aquecidos são desertores da culpa
Tanta gente, tanta coisa e os contrastes?
Tanta beleza e poluição!
Tanta riqueza e gente sem dinheiro na mão!
Desperdício, fome, a solução no lixão...
Reciclar o coração do homem
Que não é de alumínio, nem papelão
É tecnologia de ponta
Conectar o discurso e a pratica
Download do mundo perfeito
Da política esquizofrênica
Da ética plena
Educação para aprender a sentir já que sabemos pensar
Solidariedade para aprendermos a dar já que sabemos receber
Amor para vivermos de espírito presente já que o corpo vazio, pleno se sente
E a máquina, continua a acreditar que isso é vida!
Enquanto o espírito ainda espera na plataforma seu passe
Vai cidade!
Vai gente!
Vai agora descobrir seu lugar.
Vai homem, vai correndo antes de a morte chegar!
Esse trem ninguém quer
Mas ele vem sem avisar
Quem embarca primeiro?
É loteria na certa
E quem chega do lado de lá?
Nem sempre manda avisar
Vai fé!
Vai esperança!
Vai correndo espiar!
Quem sabe você não avisa a gente do lado de cá? Quando esse trem vai chegar.
Vai, vai logo!
Que o ribombar anuncia que os céus vão chorar
E as chispas de fogo vão ascender os medos da alma humana
Vai gente, vai correndo!
Que o fim do mundo nós já construímos
Quando mudamos o curso das águas
E enchemos a vida de dor
Vai máquina!
Tenta inventar um jeito do mundo não acabar
O mundo de dentro ou mundo de fora?
Vai, vai logo!
Vai que agora só importa perpetuar
A história que vai contar para outros até onde conseguimos chegar.

Deixa ser

Me deixa ser a luz que te acorda todas as manhãs
E a alegria que brota em vc do nada
Me deixa ser o sorriso que enfeita seu rosto
E o perfume do chá fervendo no fogo
Me deixa estar na estante de livros
No porta retrato cheio de pó
Me deixa mesmo que seja guardada
No baú das lembranças
Na gaveta trancada
Me deixa estar com vc
Mesmo que seja no passado esquecido
Mas ainda tingido
Na memória do amor
Me deixa assim na felicidade
Da verdadeira saudade
Do amor que vivi
Me deixa enfeitar seu olhar
Com borboletas a voar
E ser o som das crianças a brincar
Me deixa estar, ser e brilhar
Na vontade maior de continuar...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Desejo de Amor

O desejo de amor não cessa com a dor
Nem com o desprezo, nem com a espera...
O desejo de amor, é como raiz forte
Que depois de agarrada ao chão
Pode ver seu tronco cortado uma porção de vezes
Mas sabe que seus brotos
Logo vingarão
O desejo de amor é a alma do objeto de amor
É o que lhe confere luz
O que lhe dá colorido
O desejo de amor é uma sede que não passa
E quanto mais você a sacia, mais ela necessita
É a vida que não cansa
Que tem esperança
Que tem uma missão
O desejo de amor é algo que transcende
A razão e o instinto
E busca no objeto a personificação da emoção
O desejo de amor é alimento
É condimento, é sublimação.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Corpo

Começou sem eu perceber...
Uma coisa estranha de dentro para fora
A fome partiu, mas deixou o estomago roncando
Mas a comida não desce, nem a vontade aparece

Uma sensação estranha...
As vezes de febre, as vezes de mal-estar
Alguma coisa que muda
Na alma, no corpo, na vida

Estranho...
Tudo fechado
A boca, o estomago, o corpo
E o ombro tá duro.

Sei lá esse corpo é um tanto estranho
Não manda avisar, muda e pronto
Ai vc tem que adivinhar
O que será????

Quem sou eu

Minha foto

Nasci e cresci em São Paulo, morei em SBC, SMP, Osasco, Barra Funda e Vila Madalena. Estudei no Heckel Tavares, Architiclino Santos e na FIAM. Trabalhei na AMESP, ITD Trasnportes, Masul S/A, Editora Azul, Prodomo, ECT, Ogilvy & Mather, Ipê Clube, SGS do Brasil, Envolverde e Galáxia Projetos de Comunicação.