quinta-feira, 5 de junho de 2008

Fragmentos - O olhar da cidade

É a janela...
Lá fora a vida passa...
Passa tempo, passa dor, passa tudo
Aqui dentro passa você, passo eu, passam eles...
E a rua mostra o caminho, a parada do ônibus, a estação de metrô
E a praça, tem bancos e árvores, pássaros e velhos
É o trânsito vai e vem de carros, de gente, de barulho
E a cidade sufocada anônima e calada, olha curiosa a tubulação de gás
Os caminhos dos canos, o rio poluído, o cinza que pinta o céu
E o dia esquece que a noite chega que o trabalho termina para uns e começa para outros
As pessoas hipnotizadas pelo dia-a-dia repetem automatizadas as rotinas...
Estações mudam a cara da cidade e o colorido das ruas
Alguns morrem de frio, enquanto outros aquecidos são desertores da culpa
Tanta gente, tanta coisa e os contrastes?
Tanta beleza e poluição!
Tanta riqueza e gente sem dinheiro na mão!
Desperdício, fome, a solução no lixão...
Reciclar o coração do homem
Que não é de alumínio, nem papelão
É tecnologia de ponta
Conectar o discurso e a pratica
Download do mundo perfeito
Da política esquizofrênica
Da ética plena
Educação para aprender a sentir já que sabemos pensar
Solidariedade para aprendermos a dar já que sabemos receber
Amor para vivermos de espírito presente já que o corpo vazio, pleno se sente
E a máquina, continua a acreditar que isso é vida!
Enquanto o espírito ainda espera na plataforma seu passe
Vai cidade!
Vai gente!
Vai agora descobrir seu lugar.
Vai homem, vai correndo antes de a morte chegar!
Esse trem ninguém quer
Mas ele vem sem avisar
Quem embarca primeiro?
É loteria na certa
E quem chega do lado de lá?
Nem sempre manda avisar
Vai fé!
Vai esperança!
Vai correndo espiar!
Quem sabe você não avisa a gente do lado de cá? Quando esse trem vai chegar.
Vai, vai logo!
Que o ribombar anuncia que os céus vão chorar
E as chispas de fogo vão ascender os medos da alma humana
Vai gente, vai correndo!
Que o fim do mundo nós já construímos
Quando mudamos o curso das águas
E enchemos a vida de dor
Vai máquina!
Tenta inventar um jeito do mundo não acabar
O mundo de dentro ou mundo de fora?
Vai, vai logo!
Vai que agora só importa perpetuar
A história que vai contar para outros até onde conseguimos chegar.

Quem sou eu

Minha foto

Nasci e cresci em São Paulo, morei em SBC, SMP, Osasco, Barra Funda e Vila Madalena. Estudei no Heckel Tavares, Architiclino Santos e na FIAM. Trabalhei na AMESP, ITD Trasnportes, Masul S/A, Editora Azul, Prodomo, ECT, Ogilvy & Mather, Ipê Clube, SGS do Brasil, Envolverde e Galáxia Projetos de Comunicação.