domingo, 29 de março de 2009

Morte súbita

Foi assim...
Degraus abaixo, corpo no chão
Sem vida, sem ar, só
Caído ali o corpo esperou
Pessoas chegando, lágrimas, assombro
Nada restou
Um instante antes caminhava pela rua
Agora ali caído sem vida
Chovia, a noite chegava depressa
Sem luz, sem vida, na curva
Um corpo onde um dia alguém atendia por um nome
Agora silêncio, tristeza e vazio
O corpo caído, vazio, silêncio
Amanhã outro dia, menos aquele que ontem
Deu o último suspiro na vida
E acordou em dimensão paralela sem entender
Que vivo estava na casa de vento
Onde só o pensamento lhe faz acreditar
Que continua, onde já não mais está.
Foi assim...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Um brinde

Um brinde a vida que se renova a cada dia
Nas pequenas alegrias e nas grandes provações
Um brinde ao amor que alimenta nossas almas
E fortalece nossos espíritos na busca diária de significado
Um brinde ao Sol que nos mantém vividos e lúcidos
E a noite que nos lembra que sempre haverá tempo de descanso
Um brinde a toda beleza sobre a Terra
E ao seu contrário que nos lembra que devemos preservar o que é bom
Um brinde as estações que nos permitem experimentar nossos limites
Um brinde a mágia cósmica que nos mantém neste planeta
E a toda ciência que nos leva cada dia mais longe
Um brinde a você que lê esse texto
E a sua singularidade
Que torna esse mundo mais rico
E a existência mais brilhante.
Um brinde apenas...
A tudo e a nada também
Vamos brindar porque celebrar é necessário
Para manter nossa humanidade
E nossas virtudes.
Um brinde!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Encontro

Imagens...
Silhuetas entrelaçadas
Misturadas entre véus
Miragem em minha mente
Tons pastéis...
Vento que sopra segredos
Entre beijos e abraços
Somos apenas amor
Deuses que se encontram para criar novas realidades
Fogo, terra, ar e água...
Elementos mágicos
Luzes...
Momento sagrado
Silêncio e música
Encontro e saudade
Miragem, silhuetas, véus...
Vento...
Encontro.

quinta-feira, 12 de março de 2009

O amor governa

Tem momentos que o amor que sinto é absurdamente borbulhante
Transcendente e insondável
É algo que cresce sem temor e transborda como represa que arrebenta o dique
É quase um afogar-se de amor
Me enternece até as lágrimas
E me preenche de uma felicidade sem fim
Um amor assim
Sem começo, nem fim
Um amor simplesmente que brota adolescente
E vai num desabrochar galopante
Um amor onde o propósito é o encontro de si mesmo
Um sentimento forte, quase monstruoso
É um viajante, errante e certeiro
Me preenche, me envolve, e vai além de mim
Um raio que corta a imensidão do meu ser
E de repente nem sou mais quem me lembro ser
Sou apenas o amor que nasceu em mim
Tomou conta e vive
A contagiar o mundo e aqueles que de mim se aproximam
Apenas o riso e a alegria de estar
E ficar para sempre nesse trono a governar.

terça-feira, 10 de março de 2009

História

As histórias que vemos, que nos contam, que ouvimos...
Histórias de vidas, de sortes, de medos, de conquistas, de fracassos
De pessoas.
Histórias boas que nos fazem rir e sonhar
Histórias ruins que nos entristecem e nos fazem chorar
Histórias de fomes, de lutas, de guerras
Histórias de vidas.
Vidas que terminam antes de começar
Vidas longas e solitárias
Vidas curtas e cheias
Vidas anônimas e populares
Histórias de vidas
Que se cruzam, que se esbarram, que se distanciam
Que andam paralelas, juntas, sobrepostas
Que se perdem, se desconectam, se vão
Histórias  e vidas.
A minha, a sua, a dos outros
Histórias estranhas, engraçadas, curiosas
Algumas viram livros, outras cinema, muitas teatro
Histórias e pessoas
Vidas e histórias
Pessoas, suas vidas e suas histórias
As que vivem, as que contam, as que ouvem e as que veem
Histórias que ficam na história 
E outras que se perdem no tempo
Histórias de começos e de finais.
Apenas histórias...