quinta-feira, 27 de março de 2008

Velhice

O tempo rouba a viçosidade
Mas doa sensibilidade
Enruga a pele
Mas germina o coração
Deixa os cabelos grisalhos, ralos
Mas intensifica o brilho dos olhos
Até o instante do adeus quando então se apagarão
O tempo aumenta a quantidade de lágrimas
Mas por enxergar mais generosidade
Aquela vontade do semelhante
De amar incondicionalmente
Basta um pequeno gesto
E voltamos a ser crianças
Coração aos saltos
Esperança
Parece que a velhice
Ascende luzes
Nos veste de gala
De nobres
As pessoas nos tomam pelas mãos
Prestam atenção
Tem vontade de cuidar
Como fazem com as crianças
Aprendendo a caminhar
Envelhecer é como ir deixando as roupas pelo chão
Uma a uma já não tem mais servidão
É nesse momento que descobrimos
Que o maior bem de nosso coração
São as marcas que deixaremos
Naqueles que ficarão.

Quem sou eu

Minha foto

Nasci e cresci em São Paulo, morei em SBC, SMP, Osasco, Barra Funda e Vila Madalena. Estudei no Heckel Tavares, Architiclino Santos e na FIAM. Trabalhei na AMESP, ITD Trasnportes, Masul S/A, Editora Azul, Prodomo, ECT, Ogilvy & Mather, Ipê Clube, SGS do Brasil, Envolverde e Galáxia Projetos de Comunicação.